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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fernando Pessoa (para refletir)


Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.

Fernando Pessoa

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Monte. (Poesia)



O Monte

Guardo o Teu Beijo, Eterno Beijo, na Memória.
No Outono cinzento, a Despedida, Último Adeus,
Porque Foste sem Deixar-me uma Esperança..
De Reviver o Teu Carinho e os Lábios Teus!

Amargurando o teu Partir, Restou-me o Beijo.
Sonho Desfeito, nem as Folhas Esqueceram,
Em Dias de Chuva, de Relembrá-lo ao pé do Tejo,
Brincando Algures Junto às Brisas que Passavam!

As Estações se Sucederam Desde Então!
Alma Enfraquecida, Olhar Perdido no Horizonte,
Encontrei na Escrita o que Precisava o Coração,
Um Mentor para me Levar ao Cimo Deste Monte..

Trago a Utopia de Uma Espera que me Emadureceu!
Cedo o Destino e a Vida; ao Tempo, Entrego a Morte,
Mas na Esperança de Beijar-te uma Outra Vez a Olhar o Céu..
Porque Em cima daquele Monte eu Acredito que Voltarei a ter Sorte.

Prophet.
Fotos: Elen.

Despedida. (Poesia)



Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.

Cecília Meireles

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.

Cecília Meireles
Fotos: Elen.

sábado, 11 de abril de 2009

Poema em linha reta. Fernando Pessoa.




Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.






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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fernando Pessoa. Um Deus cansado [de] ser Deus em vão


Um Deus cansado [de] ser Deus em vão
Um Deus cansado [de] ser Deus em vão
Farto da gente em cuja companhia
Ia da suja noite ao porco dia,
Para não ser obscuro — o Deus cristão,
O Deus do Cristianismo, esse, uma vez
Quebrando essa apatia em que repousa,
Ou repousava, (…), fez …
Mas fez ele alguma vez alguma coisa?

Para fazer alguma coisa
E não passar a eternidade em branco
Fez o João Franco.

Depois, como a paciência não lhe sobra,
(Que o Cristianismo não o deixa em paz)
Deu um golpe de vista à sua obra,
E zangou-se; já tenho água salobra
Na cabeça: de criar sou afinal capaz.
O último que criei foi Adão
Deixei ao tempo o resto e foi mau para mim.
Em lugar de criar qualquer novo João,
Lá fui ressuscitar Caim.
Fernando Pessoa.

sábado, 4 de abril de 2009

William Shakespeare. "Uma frase interessante:"



William Shakespeare disse: " O inferno está vazio os diabos estão todos aqui."
Pois então... Cuidado! Sempre tem um "diabo" ao seu lado.


Fotos: Elen.

Ser feliz... "De mentira."


Não há felicidade sem ilusão, aquela ilusão de acreditar no "eu te amo", "você é a única", "o mundo sem você não tem graça", faria tudo por você"...
Acreditar na "mentira" é necessário, ser feliz é preciso. A vida sem ilusão é vazia de emoção, vazia de tudo!
Precisamos sorrir, sorrir, sorrir e sorrir...
Amar, amar, amar e amar...
E ser feliz, feliz...
De mentira!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Pensamentos vãos...



Alguns pensamentos vãos...

"Os gestos quase sempre são mais sinceros
do que as palavras mas infelismente existem
muitas pessoas cegas e muitas pessoas surdas."

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"A sorte nada mais é do que o que faz um persistente que consegue alcançar
seus ideais, porém aquele que não luta seguirá sempre crente que a sorte existe
mas ele não tem."

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Do ciume!

"Amar é como ter uma arma apontada para a cabeça
que a qualquer momento pode disparar."

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Fotos: Elen

Rosa flor.


Rosa vermelha,
rosa branca,
rosa amarela,
rosa rosa,
rosa flor,
não importa a cor
é sensato pelos lábios das rosas
o amor.

terça-feira, 24 de março de 2009

Canção de Amor da Jovem Louca


Canção de Amor da Jovem Louca

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)

Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente.)

Sylvia Plath

quinta-feira, 19 de março de 2009

AS DUAS FLORES .


São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!

Castro Alves

Tenho esperança? Não tenho...


Tenho esperança ? Não tenho.
Tenho vontade de a ter?
Não sei. Ignoro a que venho,
Quero dormir e esquecer.
Se houvesse um bálsamo da alma,
Que a fizesse sossegar,
Cair numa qualquer calma
Em que, sem sequer pensar,


Pudesse ser toda a vida,
Pensar todo o pensamento -
Então [...]



Fernando Pessoa

Uma maior solidão lentamente se aproxima...


Uma maior solidão
Lentamente se aproxima
Do meu triste coração.
Enevoa-se-me o ser
Como um olhar a cegar,
A cegar, a escurecer.

Jazo-me sem nexo, ou fim...
Tanto nada quis de nada,
Que hoje nada o quer de mim.


Fernando Pessoa,

Procuro-me


Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços o meu pecado de pensar.”



É difícil perder-se. É tão difícl que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.

Clarice Lispector

terça-feira, 17 de março de 2009

Anseios


Meu doido coração aonde vais,No teu imenso anseio de liberdade?Toma cautela com a realidade;Meu pobre coração olha que cais!Deixa-te estar quietinho! Não amaisA doce quietação da soledade?Tuas lindas quimeras irreais,Não valem o prazer duma saudade!Tu chamas ao meu seio, negra prisão!Ai, vê lá bem, ó doido coração,Não te deslumbres o brilho do luar!...Não 'stendas tuas asas para o longe...Deixa-te estar quietinho, triste monge,Na paz da tua cela, a soluçar...
Autor: Florbela Espanca

sexta-feira, 13 de março de 2009

"PRECISA-SE" (Clarice Lispector)


Sendo este um jornal por excelência,e por excelência dos precisa-se e oferece-se,vou pôr um anúncio em negrito:precisa-se de alguém homem que ajude uma pessoa a ficar contenteporque esta está tão contente que nãopode ficar sozinha com a alegria,e precisa reparti-la.Paga-se extraordinariamente bem:minuto por minuto paga-secom a própria alegria.É urgente pois a alegria dessa pessoaé fugaz como estrelas cadentes,que até parece que só se as viu depois que tombaram;precisa-se urgente antes da noite cairporque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais.Essa pessoa que atenda ao anúnciosó tem folga depois que passa o horror do domingo que fere.Não faz mal que venha uma pessoatriste porque a alegria que se dáé tão grande que se tem que a repartirantes que se transforme em drama.Implora-se também que venha,implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também umacasa com todas as luzes acesascomo numa festa de bailarinos.Dá-se o direito de dispor da copae da cozinha, e da sala de estar.P.S. Não se precisa de prática.E se pede desculpa por estar numanúncio a dilarecerar os outros.Mas juro que há em meu rosto sériouma alegria até mesmo divina para dar.
Autor: Clarice Lispector -

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Canção Desesperada (Pablo Neruda) Poesia


Aparece tua recordação da noite em que estou.O rio reúne-se ao mar seu lamento obstinado.Abandonado como o impulso das auroras.É a hora de partir, oh abandonado!Sobre meu coração chovem frias corolas.Oh sentina de escombros, feroz cova de náufragos!Em ti se ajuntaram as guerras e os vôos.De ti alcançaram as asas dos pássaros do canto.Tudo que o bebeste, como a distância.Como o mar, como o tempo. Tudo em ti foi naufrágio!Era a alegre hora do assalto e o beijo.A hora do estupor que ardia como um faro.Ansiedade de piloto, fúria de um búzio cegotúrgida embriaguez de amor, Tudo em ti foi naufrágio!Na infância de nevoa minha alma alada e ferida.Descobridor perdido, Tudo em ti foi naufrágio!Tu senti-se a dor e te agarraste ao desejo.Caiu-te uma tristeza, Tudo em ti foi naufrágio!Fiz retroceder a muralha de sombra.Andei mais adiante do desejo e do ato.Oh carne, carne minha, mulher que amei e perdi,e em ti nesta hora úmida, evoco e faço o canto.Como um vaso guardando a infinita ternura,e o infinito olvido te quebrou como a um vaso.Era a negra, negra solidão das ilhas,e ali, mulher do amor, me acolheram os seus braços.Era a sede e a fome, e tu foste à fruta.Era o duelo e as ruínas, e tu foste o milagre.Ah mulher, não sei como pode me conterna terra de tua alma, e na cruz de teus braços!Meu desejo por ti foi o mais terrível e curto,o mais revolto e ébrio, o mais tirante e ávido.Cemitério de beijos,existe fogo em tuas tumbas,e os racimos ainda ardem picotados pelos pássaros.Oh a boca mordida, oh os beijados membros,oh os famintos dentes, oh os corpos traçados.Oh a cópula louca da esperança e esforçoem que nos ajuntamos e nos desesperamos.E a ternura, leve como a água e a farinha.E a palavra apenas começada nos lábios.Esse foi meu destino e nele navegou o meu anseio,e nele caiu meu anseio, Tudo em ti foi naufrágio!Oh imundice dos escombros, que em ti tudo caía,que a dor não exprimia, que ondas não te afogaram.De tombo em tombo inda chamas-te e cantas-tede pé como um marinheiro na proa de um barco.Ainda floris-te em cantos, ainda rompes-te nas correntes.Oh sentina dos escombros, poço aberto e amargo.Pálido búzio cego, desventurado desgraçado,descobridor perdido, Tudo em ti foi naufrágio!É a hora de partir, a dura e fria horaque a noite sujeita a todos seus horários.O cinturão ruidoso do mar da cidade da costa.Surgem frias estrelas, emigram negros pássaros.Abandonado como o impulso das auroras.Somente a sombra tremula se retorce em minhas mãos.Ah mais além de tudo. Ah mais além de tudo.É a hora de partir. Oh abandonado.
Autor: Pablo Neruda -

Para meus amigos "uma poesia" Se eu morrer antes de você.


Se eu morrer antes de você,faça-me um favor: Chore o quanto quiser,mas não brigue com Deuspor Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar,não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contaremalgum fato a meu respeito,ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo,só porque morri,mostre que eu tinha um pouco de santo,mas estava longede ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio,mostre que eu talvez tivesse um poucode demônio, mas que a vidainteira eu tentei ser bom e amigo. Espero estar com Ele o suficiente paracontinuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escreveralguma coisa sobre mim,diga apenas uma frase: - "Foi meu amigo,acreditou em mime me quis mais perto de Deus!" - Aí, então, derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la,mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído,irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando,dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito felizvendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai,aí, sem nenhum véu a separar a gente,vamos viver, em Deus,a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas?Então ore para que nós vivamoscomo quem sabe que vai morrer um dia,e que morramos comoquem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céupara mais perto da gente,e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você,acho que não vou estranhar o céu... "Ser seu amigo...já é um pedaço dele..."
Autor: Chico Xavier