Mostrando postagens com marcador Religião.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Dalai Lama A voz que espalha a tolerância pelo mundo.


Quando há uns anos a Apple pôs em marcha uma campanha de publicidade (Think Different - Pense Diferente) fez uma acordo com o Dalai Lama para a utilização da sua imagem. "Eu sou aquilo que vocês quiserem, se tiver de ser um screensaver de computador, assim seja", foi a reacção do homem que incarna a dupla qualidade de líder político do Tibete (no exílio) e de guru do budismo à escala mundial.

O ponto de vista de Tenzin Gyatso, o 14.º Dalai Lama , é, como sempre, de uma extrema simplicidade: o que importa é divulgar a causa do Tibete e que as pessoas a encarem com simpatia.

E é isso que o guia na constante peregrinação à volta do mundo, que já o tornou na segunda figura mais conhecida, a seguir ao Papa, e numa das 100 personalidades mais influentes do planeta, no ranking de 2005 da revista Time.

Jetsun Jamphel Ngawang Lob- sang Yeshe Tenzin Gyatso, o nome que adoptou quando foi consagrado no topo da hierarquia do Tibete, há muito que perdeu as ilusões acerca da independência da sua pátria. A consagração dessa desistência foi oficializada no plano de paz que apresentou em 1987, no qual prevê o estabelecimento de uma região com algum grau de autonomia em relação a Pequim. No livro A Vida, a Morte, o Renascimento (uma espécie de auto-entrevista biográfica, editada em Portugal pela Asa), o tema é abordado de forma cristalina: "O Tibete foi independente durante séculos. Agora, já não o é. Devemos encarar as coisas de frente. Exigimos a autonomia, já não sonhamos com a independência. Mas queremos negociar na base de um respeito mútuo. As condições já não são as do passado e estamos preparados para nos inspirar nas palavras de Deng-Xiao-ping: um país, dois sistemas." Mas se Pequim tem usado esse princípio noutras regiões, parece muito reticente quanto ao Tibete, aparentemente receoso de que a autonomia baseada num princípio religioso possa conduzir, a prazo, a uma desanexação. E, é claro, devido à tensão que cultiva com a Índia.

É na índia, mais precisamente em Dharamsala, que o Dalai Lama estabeleceu um Governo no exílio, após ter abandonado o Tibete, em 1959, durante uma insurreição armada contra os chineses.

É aí, naquela que é conhecida por Pequena Lhasa, numa referência à capital do Tibete, que funciona um Parlamento e um Governo eleitos pelos tibetanos no exílio. É igualmente local de peregrinação de vedetas de Hollywood atraídas pelos princípios filosóficos expandidos pelo Dalai Lama , mas igualmente dos muitos políticos que o têm recebido à escala mundial. Das Nações Unidas, ao Vaticano, as portas têm estado permanentemente abertas a este homem que já teve a tentação de regressar, mas que sempre chega à conclusão de que é mais útil no exterior. "Embora refugiado, permaneço livre, livre de falar em nome do meu povo. No mundo livre, sou mais útil como porta-voz."

Foi também em Dharamsala que, a 6 de Julho deste ano, Tenzin Gyatso comemorou o seu 70.º aniversário, numa festa em que participaram mais de 10 mil pessoas, entre tibetanos e estrangeiros.

É com a tranquilidade que coloca em cada palavra que encara a morte. Mas sabe que, quando isso acontecer, o Tibete poderá conhecer dias de raiva. Os chineses não se cansam de repetir que têm legitimidade para escolher o seu sucessor, mesmo sabendo que, com a internacionalização da causa tibetana, ele será sempre visto como um fantoche. Uma coisa é certa, quando o 14.º Dalai Lama morrer, um grupo de monges por-se-á a caminho à procura da sua reincarnação. Na bagagem, levam alguns dos brinquedos preferidos da infância de Tenzin Gyatso na esperança de que uma criança, algures no "tecto do mundo", exclame, como todos os seus antecessores, "é meu, é meu".


Publicidade:
POUSADA LOPES.
Rua marechal deodoro, 122,centro
Belo Jardim.PE. Fone: 81 3726 2446
www.pousadalopes.blogspot.com

sábado, 22 de agosto de 2009

Os famosos que não acreditam em Deus.






No dia 23 de julho, o ator Brad Pitt virou o centro das atenções e criou polêmica quando declarou em uma entrevista à revista alemã "Bild" que não acredita em Deus.


O astro disse que não é uma pessoa espiritualizada e que perde tempo pensando que se Ele existe, porque ninguém pode afirmar. "Sou provavelmente 20% ateu e 80% agnóstico. Não acho que alguém realmente saiba (se Deus existe). Você só vai descobrir, ou não, quando chegar lá. Até isso acontecer não existe porque ficar pensando no assunto", disse.


Mas não é só o galã que já afirmou isso. Há uma lista de famosos que assumiram ser ateus, aqueles que têm 100% de certeza que Deus não existe, ou agnósticos, aqueles que apenas acham que isso nunca será descoberto.
Em 2002, a atriz Julianne Moore deu uma entrevista no Actor's Studio e quando foi questionada sobre o que diria a Deus se o visse falou: "Uau, eu estava errada, você realmente existe".O ator Bruce Lee, que é considerado um Deus das artes marciais, disse em uma entrevista ao jornalista Alex Ben Block, em 1972, que não acreditava em Deus e quando foi questionado sobre sua religião respondeu "absolutamente nenhuma".
O vocalista da banda Pearl Jam, Eddie Vedder, disse durante um show da banda no Seattle's Memorial Stadium, em julho de 1998, que agradeceria aquele momento a Deus, mas não poderia fazer aquilo porque não acredita que ele exista.Em 1988, o diretor e ator Sean Penn comentou em uma entrevista à revista "George" que era agnóstico.
O criador dos Simpsons, Matt Groening, disse ao jornal Denver Post, em 1999, que é agnóstico. "Mas eu definitivamente acredito em inferno - especialmente depois de ver a programação de outono na TV", brincou.O astro de High School Musical, Zac Efron, não ficou de fora. Em 2007, Zac deu uma entrevista para a revista Rolling Stone e disse que foi criado em uma família agnóstica e nunca praticou religiões.O cineasta, roteirista, escritor, ator e músico Woody Allen disse que de vez em quando tem inveja das pessoas que são naturalmente religiosas, sem ter passado por lavagens cerebrais ou captadas por indústrias organizadas.Jodie Foster é assumidamente atéia. Em 2007 disse: "Amo religiões e rituais mesmo sem acreditar em Deus. Celebramos as datas religiosas com as crianças e elas adoram. E quando perguntam 'somos judeus?' ou 'somos católicos?' digo que poderão escolher quando tiverem 18 anos". Mas, em 2008, assistida por um monge shantoísta, a atriz fez uma saudação oriental na première do filme "Nim's Island Japan".Em 1991, a atriz Katharine Hepburn disse ao Ladies' Home Jornal que é atéia. "Eu acredito que não há nada que possamos saber exceto que devemos ser bons uns para os outros e fazer o que pudermos fazer uns pelos outros. Não, eu não acredito em Deus e, depois de viver, pretendo ter um longo e feliz descanso debaixo da terra".Durante uma palestra, Drauzio Varela desabafou e disse que virou ateu quando mordeu uma hóstia e viu que não saiu sangue de dentro dela. "Sempre que ouvia as aulas de religião no colégio pensava que aquilo podia ser mentira. Quando você começa a fazer isso com religião é devastador, porque é uma questão de fé. Religião não admite racionalidade", finalizou.Em 2007, o ator de Harry Potter, Daniel Radcliffe, disse para um jornal alemão que não acredita em Deus, mas acredita na teoria da evolução.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fim do mundo volta a ser tema de especulação.


Há nove anos, uma seita de fanáticos religiosos anunciou para todo o planeta, com base nas profecias de Nostradamus, que o fim do mundo chegaria na virada do ano de 1999 para 2000. Na época, especulava-se que a Lua cobriria o Sol e projetaria sobre a Terra um feixe de sombra que alteraria para sempre a vida no planeta. Seria o último eclipse solar do milênio e o indício de que o fim dos tempos está chegando.

Passada quase uma década, o mundo ainda não acabou, mas as especulações sobre o fim da vida na Terra continuam. A mais recente, ou pelo menos a mais comentada atualmente, diz que o fim do mundo chegará em 2012, mais precisamente no dia 21 de dezembro. A previsão já teria sido feita há centenas de anos pelos povos maias e agora vem à tona com a proximidade da data.

Uma ideia de como o tema está sendo comentado atualmente pode ser visto nas livrarias, que já trazem uma dezena de títulos exclusivamente sobre o assunto. Entre os livros que podem ser encontrados, estão "Apocalipse 2012", que diz conter provas científicas sobre o fim da nossa civilização; "Dias Contados - Contos Sobre o Fim Do Mundo", que apresenta 50 visões diferentes sobre o fim dos tempos; e "O Cataclismo Mundial Em 2012 - A Contagem Regressiva Maia Para O Fim Do Mundo", que traz uma análise científica dos códigos milenares.

No cinema, também não é diferente. Desde o ano passado, Hollywood vem produzindo filmes que tratam do fim do mundo. A produção mais esperada é "2012" (veja o trailer logo abaixo), dirigida pelo alemão Roland Emmerich, famoso por produções com temáticas catastróficas (como "Independence Day", de 1996, e "O Dia Depois de Amanhã", de 2004). O filme, com previsão de estreia no Brasil para 13 de novembro, conta a história de Jackson Curtis (interpretado por John Cusack), acadêmico que lidera um grupo de pessoas para combater os eventos apocalípticos previstos pelo antigo calendário maia.
Conhecedor dessa profecia há pelo menos 25 anos, o cientista evolucionário Danny Marks explica que o calendário Maia vai até 2012, o que explica a tão comentada previsão para o fim do mundo para aquele ano. "É um calendário que, segundo os estudiosos, previu vários cataclismas universais. No ano de 2012, teria, então, o cataclisma final, com as forças do bem e do mal se contrapondo e colocando fim à cultura deles", esclarece o cientista.

A previsão apocalíptica feita pelos maias, na verdade, diz que haverá um alinhamento da Terra com o Sol e com a nossa galáxia, a Via Láctea. Além disso, ocorrerá, segundo a profecia, uma inversão dos polos do planeta após um grande tsunami, o que deverá provocar desastres naturais como terremotos, tempestades e até mesmo erupções vulcânicas. Todas essas mudanças na Terra começariam a ocorrer a partir do dia 21 de dezembro de 2012.

Segundo Danny Marks, há muita controvérsia em relação à previsão feita pelos povos maias, já que hoje não existem mais registros daquelas antigas civilizações. "Não temos conhecimento muito grande sobre a cultura maia. Muita coisa foi destruída na época da colonização", diz. Ele acredita, na verdade, que o planeta passará por uma série de transformações a partir de 2012. "Tudo que tem um início naturalmente vai ter um fim. Mas nem sempre esse fim necessita ser um término. Ele pode ser uma transformação", conta.

Rita Maria, que há cerca de 10 anos participa da Rede N.A.V.E (Nossas Almas Vieram das Estrelas), também acredita que o mundo não vai acabar em 2012, mas começará a passar por uma série de mudanças. "Eu acredito, na verdade, é que nós já estamos passando por um processo de transformação na Terra", afirma Rita, referindo-se mais especificamente ao aquecimento global.

Fundada em Brasília na década de 70, a Rede N.A.V.E é um grupo de estudos sobre atualidades que une ciência, religião e filosofia, com ênfase na ufologia.

De acordo com a professora Zuleica Dantas, doutora em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), previsões catastróficas são comuns desde que o ser humano constituiu as primeiras culturas e estão sempre ligadas a movimentos messiânicos com caráter religioso. "Essa necessidade de colocar uma finitude na existência do mundo é típico das culturas humanas. Seria uma espécie de castigo para humanidade por aquilo que estão fazendo".

Publicidade:
GUARAMIX
Quem bebe pode!
Sport Drink.
Bebida mista de guaraná e açaí com aroma de ginseng.,
Representante: 87 99951385 / 81 96276125

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Deus é pop .


Como os jovens brasileiros – que estão entre os mais religiosos do mundo – expressam sua fé em novos ritos, novas igrejas e até na internet.
Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino. E Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma. A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe. Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda. No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”. Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém.

Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. “A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.

Uma pesquisa feita por um instituto alemão mostra
que 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem
religiosos e 65% afirmam ser “profundamente religiosos”
Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos. Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. “Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.” Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.

Publicidade:
GUARAMIX
Quem bebe pode!
Sport Drink.
Bebida mista de guaraná e açaí com aroma de ginseng.,
Representante: 87 99951385 / 81 96276125