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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Michelangelo Buonarroti. Pintor, escultor, poeta e arquiteto. A arte Perfeita!








Miguel Ângelo di Lodovico Buonarroti Simoni, nasceu na cidade de Capresse, Itália, no dia 6 de março de 1475. Porém, o artista passou parte de sua infância e adolescência na cidade de Florença.
Biografia e obras
Como grande parte dos pintores e escultores da época, Michelangelo começou a carreira artística sendo aprendiz de um grande mestre das artes. Seu mestre, que lhe ensinou as técnicas artísticas, foi Domenico Girlandaio. Após observar o talento do jovem aprendiz, Girlandaio encaminhou-o para a cidade de Florença, para aprender com Lorenzo de Médici. Na Escola de Lorenzo de Medici, Michelangelo permaneceu por 2 anos (1490 a 1492). Em Florença, recebeu influências artísticas de vários pintores, escultores e intelectuais da época, já que a cidade era um grande centro de produção cultural.
Foi morar em 1492 na cidade italiana de Bolonha, logo após a morte de Lorenzo. Ficou nesta cidade por 4 anos, já que em 1496 recebeu um convite do cardeal San Giorgio para morar em Roma. San Giorgio tinha ficado admirado com a escultura em mármore Cupido, que havia comprado do artista. Nesta época, criou duas importantes obras, com grande influência da cultura greco-romana: Pietá e Baco. Ao retornar para a cidade de Florença, em 1501, cria duas outras obras importantes: Davi (veja imagem acima) e a pintura a Sagrada Família.
No ano de 1503, o artista recebeu um novo convite vindo de Roma, de Júlio II. Foi convocado para fazer o túmulo papal, obra que nunca terminou, pois constantemente era interrompido por outros chamados e tarefas. Entre os anos de 1508 e 1512 pintou o teto da Capela Sistina no Vaticano, sendo por isso comissionado por Leão X (veja abaixo a definição de mecenas). Neste período também trabalhou na reconstrução do interior da Igreja de São Lourenço em Florença.
Entre os anos de 1534 e 1541, trabalhou na pintura O Último Julgamento, na janela do altar da capela Sistina. Em 1547 foi indicado como o arquiteto oficial da Basílica de São Pedro no Vaticano.
Morreu em 18 de fevereiro de 1564, aos 89 anos de idade na cidade de Roma. Até os dias de hoje é considerados um dos mais talentosos artistas plásticos de todos os tempos, junto com outros de sua época como, por exemplo, Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio, Donatello e Giotto di Bondone.
* Mecenas = pessoas ricas e poderosas da época que investiam nas artes como forma de conseguir reconhecimento e status perante a sociedade. Geralmente eram príncipes, burgueses, bispos, condes e duques. Foram importantes para o desenvolvimento das artes plásticas e da literatura na época do Renascimento Cultural, pois injetaram capital nesta área. A burguesia, classe social em ascensão e que lucrava muito com seu trabalho voltado para o comércio, viu no mecenato uma forma de alcançar o status da nobreza.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Importantes informações sobre a vida Vincent Van Gogh





Van Gogh é considerado um dos principais representantes da pintura mundial. Nasceu na Holanda, no dia 30 de março de 1853. Teve uma irmã e um irmão chamado Theo. Com este irmão, estabeleceu uma forte relação de amizade. Através das cartas que trocou com com o irmão, os pesquisadores conseguiram resgatar muitos aspectos da vida e do trabalho do pintor.
Biografia 
Começou a atuar profissionalmente ainda jovem, por volta dos 15 anos de idade. Trabalhou para um comerciante de arte da cidade de Haia. Com quase vinte anos, foi morar em Londres e depois em Paris, graças ao reconhecimento que teve. Porém, o interesse pelos assuntos religiosos acabou desviando sua atenção e resolveu estudar Teologia, na cidade de Amsterdã.  Mesmo sem terminar o curso, passou a atuar como pastor na Bélgica, por apenas seis meses. Impressionado com a vida e o trabalho dos pobres mineiros da cidade, elaborou vários desenhos à lápis.
Resolveu retornar para a cidade de Haia, em 1880, e passou a dedicar um tempo maior à pintura. Após receber uma significativa influência da Escola de Haia, começou a elaborar uma série de trabalhos, utilizando técnicas de jogos de luzes. Neste período, suas telas retratavam a vida cotidiana dos camponeses e os trabalhadores na zona rural da Holanda.

O ano de 1886, foi de extrema importância em sua carreira. Foi  morar em Paris, com seu irmão. Conheceu, na nova cidade, importantes pintores da época como, por exemplo, Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas, representantes do impressionismo.  Recebeu uma grande influência destes mestres do impressionismo, como podemos perceber em várias de suas telas.
Dois anos após ter chegado à França, parte para a cidade de Arles, ao sul do país. Uma região rica em paisagens rurais, com um cenário bucólico. Foi neste contexto que pintou várias obras com girassóis.  Em Arles, fez único quadro que conseguiu vender durante toda sua vida : A Vinha Encarnada. 
Convidou Gauguin para morar com ele no sul da França. Este foi o único que aceitou sua idéia de fundar um centro artístico naquela região. No início, a relação entre os dois era tranqüila, porém com o tempo, os desentendimentos foram aumentando e, quando Gauguin retornou para Paris, Vincent entrou em depressão.  Em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo. Foi neste período que chegou a cortar sua orelha.  
Seu estado psicológico chegou a refletir em suas obras. Deixou a técnica do pontilhado e passou a pintar com rápidas e pequenas pinceladas. No ano de 1889, sua doença ficou mais grave e teve que ser internado numa clínica psiquiátrica. Nesta clínica, dentro de um mosteiro, havia um belo jardim que passou a ser sua fonte de inspiração. As pinceladas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas 
No mês de maio, deixou a clínica e voltou a morar em Paris, próximo de seu irmão e do doutor Paul Gachet, que iria lhe tratar. Este doutor foi retratado num de seus trabalhos: Retrato do Doutor Gachet. Porém a situação depressiva não regrediu. No dia 27 de julho de 1890, atirou em seu próprio peito. Foi levado para um hospital, mas não resistiu, morrendo três dias depois.
Retrato do Dr. Gachet (1890): uma das obras mais famosas de Van Gogh
Principais obras de Van Gogh:
- Os comedores de batatas (1885)
- Caveira com cigarro acesso (1886)
- A ponte Debaixo de Chuva
- Natureza morta com absinto
- A italiana (1887)
- A vinha encarnada
- A casa amarela (1888)
- Auto-retratos
- Retrato do Dr. Gachet
- Girassóis
- Vista de Arles com Lírios
- Noite Estrelada
- O Escolar
- O velho moinho (1888)
- Oliveiras (1889)
- Vista de Arles, Pomar em flor
- A Igreja de Auvers 
Curiosidades da vida de Van Gogh:
- Durante sua vida, Vicent Van Gogh não conseguiu vender nenhuma de suas obras de arte.
- No final do ano de 1888, Van Gogh cortou a orelha direita. Alguns biógrafos da vida do artista afirmam que o ato foi uma espécie de vingança contra sua amante Virginie, depois que Van Gogh descobriu que ela estava apaixonada pelo artista Paul Gauguin. De acordo com
esta versão, Van Gogh teria enviado a orelha ensanguentada, dentro de um envelope, para a amante.

domingo, 3 de junho de 2012

Poesia Felicidade Fernando Pessoa



Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ricardo Pereira.





RIO DE JANEIRO - 2011 foi especial na vida de Ricardo Pereira. O ator começou o ano realizando o sonho de interpretar um brasileiro em uma novela global e chega ao mês de novembro como protagonista de “Aquele Beijo”, com um papel escrito especialmente para ele. Em sua segunda parceria com Miguel Falabella - autor da trama das 19 horas -, Ricardo disse que se sente em casa ao voltar a trabalhar com tantos amigos.

“Eu fico honrado em saber que ele confia no meu trabalho porque é um prazer fazer os textos dele. Estou ao lado de pessoas maravilhosas como a Grazi Massafera, com quem eu criei um laço de amizade muito bonito durante as gravações de ‘Negócio da China’”, contou ao Famosidades.

O português teve muito trabalho para perder o sotaque por conta de seu personagem em “Insensato Coração”, mas ficou feliz com o resultado final. “Tive ajuda de uma fonoaudióloga durante toda a trama e rezei muito para que desse tudo certo”, afirmou. Morando no Rio de Janeiro há oito anos, o bonitão confessou que sente falta da “terrinha”. “O que tenho mais saudade é de estar com a minha família, com os meus amigos”, revelou.

Feliz com tudo que conquistou abaixo da Linha do Equador, Ricardo disse ser bastante grato aos brasileiros. “Agradeço por terem me acolhido como se fosse um dos seus”, afirmou. Tanto é que resolveu que seu filho, fruto de seu casamento com Francisca Pinto, nascerá na “Cidade Maravilhosa”. O ator está ansioso pelo nascimento do herdeiro, que se chamará Vicente – em homenagem ao seu personagem em “Aquele Beijo”. “Dizem que a gente só sabe o que é ser pai quando pega o filho no colo, mas eu me sinto pai desde quando descobri que ia ter um filho”, contou.

Ricardo, que fez questão de participar de todos os momentos da gestação da esposa, pretende acompanhar de perto o nascimento do filhote. “Eu quero muito estar lá na hora. Vai chegando mais perto e eu fico pensando: ‘Será que eu vou ter coragem?’”, questionou. Clique nas próximas páginas e confira como Ricardo se imagina daqui há dez anos!
RICARDO PEREIRA - A novela trata das coincidências da vida. Será que são mesmo coincidências? De que forma isso pode afetar a vida afetiva e amorosa das pessoas? Meu personagem foi até a Colômbia para tentar impedir o casamento da ex-namorada, mas acaba conhecendo Claudia [Giovanna Antonelli] no caminho. Há amores e desamores que você acaba cruzando na vida e, às vezes, pega um ou nenhum... A vida é isso.

Essa é a segunda novela do Miguel Falabella em que você atua...

Pois é, o Miguel virou um grande amigo. Eu fico honrado em saber que ele confia no meu trabalho porque é um prazer fazer os textos dele. Estou ao lado de pessoas maravilhosas como a Grazi Massafera com quem eu criei um laço de amizade muito bonito durante as gravações de "Negócio da China". Então, estou em casa.

Antes de “Aquele Beijo”, você fez um personagem sem nenhum sotaque em “Insensato coração”. Como surgiu a oportunidade de fazer um brasileiro em uma trama global?

Foi uma grande responsabilidade. “Insensato” marcou meu reencontro com Dennis Carvalho, que foi quem me escalou para o meu primeiro trabalho aqui no Brasil, como protagonista de "Como uma Onda". E foi nas mãos dele que fui lançado no horário nobre da emissora. Foi muito trabalhoso perder o sotaque. Tive ajuda de uma fonoaudióloga durante toda a trama e rezei muito para que desse tudo certo. No final recebi boas críticas e fiquei feliz com o resultado.

Você está fazendo fono para ficar com esse sotaque de carioca?

Pois é, pra você ver como é. [Risos] São tantos anos aqui que eu acho que consigo passar batido como um carioca. Vou à fono com frequência. Mas, a questão do sotaque é um treinamento diário. Não posso dar bobeira. E quando estou gravando tenho que me manter concentrado. Se eu me distrair, eu me entrego.

Não sente saudades de Portugal?

Sinto. Mato a saudade como posso, já que agora a minha vida toda está fixada aqui no Brasil. Não dá para ir sempre a Portugal. O que tenho mais saudade é de estar com a minha família, com os meus amigos. Tento amenizar isso conversando com eles pela internet. Também sinto falta de um original Pastel de Belém.

Existe diferença entre fazer sucesso em Portugal e sucesso no Brasil?

A proporção é muito diferente. A começar pelo número de habitantes de cada país. Em Portugal o sucesso é para 10 milhões de pessoas. É o lugar onde nasci, minha terra. Aqui são mais de 200 milhões de pessoas. Gente que me acolheu de braços abertos. Não se compara.

Você faz alguma ideia de como conseguiu conquistar o coração dos brasileiros?

Não faço. Apenas agradeço por terem me acolhido como se fosse um dos seus. Porque é assim como eu me sinto: um brasileiro. Eu sempre procuro me entregar em tudo que faço. Acho que as pessoas enxergam verdade em mim. É algo que até me deixa surpreso. Para mim é muito importante conseguir estabelecer essa carreira no Brasil. Vai fazer oito anos que eu moro aqui. Estou muito feliz. Foi um lugar que me acolheu muito bem.
Como você se imagina daqui há dez anos?

Espero continuar trabalhando muito, ter feito parte de bons projetos e estar com três filhos.

Por falar nisso, você está ansioso pela chegada do Vicente?

Demais. Estou muito orgulhoso de ter acompanhado a gravidez da Francisca. Eu fui com ela a todas às consultas, segurei sua mão em todos os exames, ajudei a comprar o enxoval do bebê, li livros sobre paternidade. Dizem que a gente só sabe o que é ser pai quando pega o filho no colo, mas eu me sinto pai desde quando descobri que ia ter um filho.

Passou algum sufoco por conta de algum desejo da Francisca?

Olha, teve uma vez que ela cismou que eu tinha que comprar kiwi australiano. Ela estava com uma vontade enorme disso, eu fui até o mercado só que havia acabado. Tive que implorar para um funcionário procurar, pelo menos, um no estoque.

Você vai assistir ao parto?

Eu quero muito estar lá na hora.Vai chegando mais perto e eu fico pensando: “Será que eu vou ter coragem?”. Mas, espero ter sim. Estou louco para ver a carinha dele, pegá-lo nos braços. Minha vida vai ser uma correria depois que ele nascer porque vou querer estar ao lado dele sempre. Mas, preciso cuidar do outro Vicente também [risos].

É verdade que você escolheu chamar seu filho de Vicente por conta de seu personagem?

É verdade. Logo que recebi o convite para a novela, a Francisca engravidou e eu achei que havia algo mágico nisso. Vicente é o meu primeiro protagonista. Em “Como uma Onda”, eles precisavam de um ator português; em “Negócio da China”, eu entrei no lugar de outro ator. Agora, o Vicente poderia ser de qualquer outro ator brasileiro. Entre tantas opções que o Miguel tinha ele confiou essa missão a mim.

Que tipo de pai você pretende ser?

Eu quero ser o mais participativo de todos. Quero acompanhar todas as fases dele, quero que, além de pai, ele me veja como um amigo. Alguém que ele possa dividir as questões da adolescência. Quero tê-lo ao meu lado sempre.

O que você mais admira na Francisca?

Ela é divertida, inteligente, vive sorrindo e tem espírito esportivo. Foi um grande encontro. Eu sempre quis casar, ser pai, construir uma família e ela me proporcionou tudo isso. Nosso casamento é uma grande realização pessoal minha. Ela me faz muito feliz.