sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Mais fotos! Vazam novas imagens da traição de Kristen Stewart


O site "Kristenstewart.org" publicou nesta quinta-feira (26) novas fotos da traição de Kristen Stewart com Rupert Sanders. Segundo a publicação, a atriz e o diretor estavam em um local deserto de Hollywood Hills, em Los Angeles. Nas imagens, os dois trocam carinhos e depois se beijam dentro de um carro.
No mesmo dia em que as fotos vazaram, Kristen fez um pedido de desculpas público. "Lamento muito por todo o constrangimento e dor que causei às pessoas próximas a mim e a todos os afetados por esta história. Esta imprudência momentânea comprometeu aquilo que tenho de mais importante na minha vida, uma pessoa que amo e respeito muito, Rob. Eu o amo, eu o amo, sinto muito ", disse a atriz em um comunicado.A traição de Kristen, que até então namoravaRobert Pattinson, e Rupert, que é casado comLiberty Ross, foi publicada pela revista "U.S. Weekly" nesta quarta-feira (25). O fotógrafo responsável pelo flagra deu seu depoimento à publicação. "Eles estavam beijando feito loucos! Pareciam incansáveis! Ele estava mais cauteloso. Ela estava entregue ao momento. Estava claro que só estava pensando nisso" disse.
Rupert também se desculpou publicamente. "Estou completamente abalado pela dor que causei à minha família. Minha linda mulher e filhos adoráveis são tudo que tenho neste mundo. Eu os amo com todo meu coração. Estou rezando para que possamos enfrentar tudo isso juntos", disse o diretor em comunicado oficial. 
Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

 

kristen (Foto: Reprodução)

kristen (Foto: Reprodução)

Mais fotos! Vazam novas imagens da traição de Kristen Stewart


O site "Kristenstewart.org" publicou nesta quinta-feira (26) novas fotos da traição de Kristen Stewart com Rupert Sanders. Segundo a publicação, a atriz e o diretor estavam em um local deserto de Hollywood Hills, em Los Angeles. Nas imagens, os dois trocam carinhos e depois se beijam dentro de um carro.
No mesmo dia em que as fotos vazaram, Kristen fez um pedido de desculpas público. "Lamento muito por todo o constrangimento e dor que causei às pessoas próximas a mim e a todos os afetados por esta história. Esta imprudência momentânea comprometeu aquilo que tenho de mais importante na minha vida, uma pessoa que amo e respeito muito, Rob. Eu o amo, eu o amo, sinto muito ", disse a atriz em um comunicado.A traição de Kristen, que até então namoravaRobert Pattinson, e Rupert, que é casado comLiberty Ross, foi publicada pela revista "U.S. Weekly" nesta quarta-feira (25). O fotógrafo responsável pelo flagra deu seu depoimento à publicação. "Eles estavam beijando feito loucos! Pareciam incansáveis! Ele estava mais cauteloso. Ela estava entregue ao momento. Estava claro que só estava pensando nisso" disse.
Rupert também se desculpou publicamente. "Estou completamente abalado pela dor que causei à minha família. Minha linda mulher e filhos adoráveis são tudo que tenho neste mundo. Eu os amo com todo meu coração. Estou rezando para que possamos enfrentar tudo isso juntos", disse o diretor em comunicado oficial. 
Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

 

kristen (Foto: Reprodução)

kristen (Foto: Reprodução)

Mais fotos! Vazam novas imagens da traição de Kristen Stewart


O site "Kristenstewart.org" publicou nesta quinta-feira (26) novas fotos da traição de Kristen Stewart com Rupert Sanders. Segundo a publicação, a atriz e o diretor estavam em um local deserto de Hollywood Hills, em Los Angeles. Nas imagens, os dois trocam carinhos e depois se beijam dentro de um carro.
No mesmo dia em que as fotos vazaram, Kristen fez um pedido de desculpas público. "Lamento muito por todo o constrangimento e dor que causei às pessoas próximas a mim e a todos os afetados por esta história. Esta imprudência momentânea comprometeu aquilo que tenho de mais importante na minha vida, uma pessoa que amo e respeito muito, Rob. Eu o amo, eu o amo, sinto muito ", disse a atriz em um comunicado.A traição de Kristen, que até então namoravaRobert Pattinson, e Rupert, que é casado comLiberty Ross, foi publicada pela revista "U.S. Weekly" nesta quarta-feira (25). O fotógrafo responsável pelo flagra deu seu depoimento à publicação. "Eles estavam beijando feito loucos! Pareciam incansáveis! Ele estava mais cauteloso. Ela estava entregue ao momento. Estava claro que só estava pensando nisso" disse.
Rupert também se desculpou publicamente. "Estou completamente abalado pela dor que causei à minha família. Minha linda mulher e filhos adoráveis são tudo que tenho neste mundo. Eu os amo com todo meu coração. Estou rezando para que possamos enfrentar tudo isso juntos", disse o diretor em comunicado oficial. 
Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

 

kristen (Foto: Reprodução)

kristen (Foto: Reprodução)

Mais fotos! Vazam novas imagens da traição de Kristen Stewart


O site "Kristenstewart.org" publicou nesta quinta-feira (26) novas fotos da traição de Kristen Stewart com Rupert Sanders. Segundo a publicação, a atriz e o diretor estavam em um local deserto de Hollywood Hills, em Los Angeles. Nas imagens, os dois trocam carinhos e depois se beijam dentro de um carro.
No mesmo dia em que as fotos vazaram, Kristen fez um pedido de desculpas público. "Lamento muito por todo o constrangimento e dor que causei às pessoas próximas a mim e a todos os afetados por esta história. Esta imprudência momentânea comprometeu aquilo que tenho de mais importante na minha vida, uma pessoa que amo e respeito muito, Rob. Eu o amo, eu o amo, sinto muito ", disse a atriz em um comunicado.A traição de Kristen, que até então namoravaRobert Pattinson, e Rupert, que é casado comLiberty Ross, foi publicada pela revista "U.S. Weekly" nesta quarta-feira (25). O fotógrafo responsável pelo flagra deu seu depoimento à publicação. "Eles estavam beijando feito loucos! Pareciam incansáveis! Ele estava mais cauteloso. Ela estava entregue ao momento. Estava claro que só estava pensando nisso" disse.
Rupert também se desculpou publicamente. "Estou completamente abalado pela dor que causei à minha família. Minha linda mulher e filhos adoráveis são tudo que tenho neste mundo. Eu os amo com todo meu coração. Estou rezando para que possamos enfrentar tudo isso juntos", disse o diretor em comunicado oficial. 
Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

 

kristen (Foto: Reprodução)

kristen (Foto: Reprodução)

Mais fotos! Vazam novas imagens da traição de Kristen Stewart


O site "Kristenstewart.org" publicou nesta quinta-feira (26) novas fotos da traição de Kristen Stewart com Rupert Sanders. Segundo a publicação, a atriz e o diretor estavam em um local deserto de Hollywood Hills, em Los Angeles. Nas imagens, os dois trocam carinhos e depois se beijam dentro de um carro.
No mesmo dia em que as fotos vazaram, Kristen fez um pedido de desculpas público. "Lamento muito por todo o constrangimento e dor que causei às pessoas próximas a mim e a todos os afetados por esta história. Esta imprudência momentânea comprometeu aquilo que tenho de mais importante na minha vida, uma pessoa que amo e respeito muito, Rob. Eu o amo, eu o amo, sinto muito ", disse a atriz em um comunicado.A traição de Kristen, que até então namoravaRobert Pattinson, e Rupert, que é casado comLiberty Ross, foi publicada pela revista "U.S. Weekly" nesta quarta-feira (25). O fotógrafo responsável pelo flagra deu seu depoimento à publicação. "Eles estavam beijando feito loucos! Pareciam incansáveis! Ele estava mais cauteloso. Ela estava entregue ao momento. Estava claro que só estava pensando nisso" disse.
Rupert também se desculpou publicamente. "Estou completamente abalado pela dor que causei à minha família. Minha linda mulher e filhos adoráveis são tudo que tenho neste mundo. Eu os amo com todo meu coração. Estou rezando para que possamos enfrentar tudo isso juntos", disse o diretor em comunicado oficial. 
Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

 

kristen (Foto: Reprodução)

kristen (Foto: Reprodução)

Mais fotos! Vazam novas imagens da traição de Kristen Stewart


O site "Kristenstewart.org" publicou nesta quinta-feira (26) novas fotos da traição de Kristen Stewart com Rupert Sanders. Segundo a publicação, a atriz e o diretor estavam em um local deserto de Hollywood Hills, em Los Angeles. Nas imagens, os dois trocam carinhos e depois se beijam dentro de um carro.
No mesmo dia em que as fotos vazaram, Kristen fez um pedido de desculpas público. "Lamento muito por todo o constrangimento e dor que causei às pessoas próximas a mim e a todos os afetados por esta história. Esta imprudência momentânea comprometeu aquilo que tenho de mais importante na minha vida, uma pessoa que amo e respeito muito, Rob. Eu o amo, eu o amo, sinto muito ", disse a atriz em um comunicado.A traição de Kristen, que até então namoravaRobert Pattinson, e Rupert, que é casado comLiberty Ross, foi publicada pela revista "U.S. Weekly" nesta quarta-feira (25). O fotógrafo responsável pelo flagra deu seu depoimento à publicação. "Eles estavam beijando feito loucos! Pareciam incansáveis! Ele estava mais cauteloso. Ela estava entregue ao momento. Estava claro que só estava pensando nisso" disse.
Rupert também se desculpou publicamente. "Estou completamente abalado pela dor que causei à minha família. Minha linda mulher e filhos adoráveis são tudo que tenho neste mundo. Eu os amo com todo meu coração. Estou rezando para que possamos enfrentar tudo isso juntos", disse o diretor em comunicado oficial. 
Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

Kristen (Foto: Reprodução)

 

kristen (Foto: Reprodução)

kristen (Foto: Reprodução)

Conheça Scott Cleland, o inimigo nº 1 do Google


Editora Globo
Depois não vai falar que o Scott não te avisou... //Crédito: Reprodução
Imagine a internet como um planeta. Imagine que esse planeta está sob domínio de um ditador malévolo, um facínora completamente louco por poder e onipresente. Medonho, não? E se esse tirano soubesse tudo – absolutamente tudo – sobre você? Não haveria escapatória. Esse cenário apocalíptico não é uma previsão aterradora do futuro, mas uma constatação empírica sobre o que estamos vivendo nesse exato segundo. Ao menos na visão de Scott Cleland.
O economista norte-americano dedica sua vida a mostrar que o Google não é a empresa boazinha que o senso comum costuma crer. Ele diz que nenhuma empresa em toda a História foi tão poderosa e ao mesmo tempo tão repleta de interesse de conflitos. Pra ficar com um exemplo: eles acham o que você procura, mas, sempre que possível, os primeiros resultados serão de produtos do próprio Google. E isso quase sempre é possível: “Eles já criaram, literalmente, 500 produtos em quase todas as áreas que você pode imaginar. E acham que ninguém pode fazer melhor que eles ”ele diz. A arrogância com que trata os concorrentes, a própria ausência de concorrentes – “95% dos brasileiros fazem buscas pelo Google!” – e a falta de transparência em relação ao que, afinal, eles vão fazer com informações pessoais de bilhões de pessoas, são os principais alvos de Scott.
Ele mesmo não consegue fugir da gigante da internet em seu dia a dia. “O Google é brilhante e muito inovador. Não digo para as pessoas não utilizarem. Só digo para não confiarem”, ele diz com bastante frequência. Agora em julho chegou ao Brasil o livro de Scott: “Busque e Destrua”. A obra é uma compilação, item por item, de notícias, estatísticas, processos jurídicos e curiosidades que mostram o lado escuro da empresa. Se a opinião de Scott às vezes resvala na típica paranóia ianque, é porque o tamanho do poder do Google dá margem pra isso. Muita margem.
Confira abaixo como foi nossa conversa com Scott:

Antes de começar a entrevista, você comentou que o Google acha que todos nós somos idiotas. Por que você diz isso?
Scott Cleland: O Google acredita que sabe tudo. Eles são brilhantes, muito inovadores, fazem coisas maravilhosas. O problema é que eles são muito arrogantes e acreditam que sabem o que é melhor para todo mundo. Você vê o Google criando produtos em quase todas as direções: eles acham que tudo que os outros já fizeram, eles podem fazer melhor. E, de fato, eles fizeram algumas inovações espetaculares...
Quais seriam essas coisas maravilhosas, que você admira o Google por ter feito?
Scott Cleland: Bem, eles já criaram, literalmente, 500 produtos em diversas áreas: e-mail, livros, vídeos, viagens. Agora, até um carro que se auto- dirige eles querem fazer! Sequenciamento de DNA, impressão digital, reconhecimento facial...quase tudo que você conseguir pensar, o Google estará trabalhando naquilo. E, normalmente, eles acham que ninguém faz essas coisas melhor que eles.
E isso não é verdade?
Scott Cleland: Não. Essa arrogância é que cria muitos problemas. Tem uma palavra em inglês, hubris (confiança excessiva), que eu chamo de goobris. Eles são a empresa mais ambiciosa e prepotente que nós já vimos.
Imagino que você ouça essa pergunta o tempo todo, mas eu não posso deixar passar a oportunidade. Quando você precisa procurar por algo na internet, a que site você recorre?
Scott Cleland: Normalmente eu uso Bing. Se mesmo assim eu não achar, posso dar um Google. Eu não digo que o Google é de todo o ruim, o ponto é que eles só contam o lado bom. E tem um lado ruim, tem muitas coisas erradas. E o meu livro é o primeiro a contar o outro lado da coisa. Não estou dizendo que as pessoas nunca devem usar o Google: elas não podem é confiar no Google.
E se você está na frente de um computador e bate aquela vontade de ver um vídeo, ouvir uma música. Como você foge do Youtube?
Scott Cleland: Se só está no Youtube e eu não me importo que o Google saiba, eu assisto lá mesmo. Acontece que as pessoas precisam saber que o Google grava tudo. A internet é uma imensa máquina de copiar e tudo que fazemos na internet o Google pode rastrear, de um jeito ou de outro. O problema é que eles foram os primeiros a perceber que a internet pode copiar tudo. E daí, a missão deles é organizar toda a informação do mundo. Isso inclui sua informação privada, sua propriedade privada. E eles não pedem sua permissão pra isso.
Você pode explicar qual o critério usado pelo Google para mostrar os resultados de busca?
Scott Cleland: Eles sabem o que você procurou antes, quais sites entrou, o que você leu, quais notícias você deu uma olhada. Eles sabem tudo sobre você: o que você quer, o que você pensa, o que você assiste, o que você quer fazer, aonde você quer ir. Eles sabem tudo isso, então os seus resultados não serão iguais aos meus. Isso pode ser bom, mas pode ser ruim. Há quem não ligue para a privacidade, mas os que se importam não têm a opção de tê-la.  
Editora Globo
Quando você cria uma conta no Gmail, em nenhum momento aparece um pedido de autorização para isso tudo?
Scott Cleland: Bem, originalmente, o Google tinha uma configuração de privacidade para cada produto seu. Em janeiro, eles unificaram tudo. A razão pela qual a União Europeia e alguns estados dos EUA estão reclamando é que não foi oferecida ao usuário a opção de recusar isso. Eles dizem “agora vou combinar todas as informações que tenho a seu respeito” e não te deixam dizer não. Eles deveriam deixar.
Se eu deletar minha conta no Gmail, aquela informação toda será, de fato, apagada?
Scott Cleland: Nós não sabemos. Quando Google coleta a informação do mundo todo, eles fazem três cópias. Então, não sabemos se eles apagam todos esses dados.
E como o Google usa minhas informações para lucrar?
Scott Cleland: Eles estão no ramo da propaganda. Eles gostam de dizer que trabalham para os usuários, mas usuários não pagam nada pra ele. Não há nada errado com o ramo da publicidade. Mas eles dizem “Nós somos éticos, somos confiáveis, nosso slogan é: Dont´Be Evil (Não seja mau)”. Porém, eles têm um histórico de fazer muitas, muitas coisas erradas. Eles dizem que não tem um conflito de interesses, mas nenhuma empresa, em toda a História, teve mais conflitos de interesse do que eles.
Então eles pegam o mercado de propagandas, juntam com todas as informações do mundo e criam um negócio novo?
Scott Cleland: Exato. E o problema é que eles são um monopólio global: 95% dos brasileiros fazem busca pelo Google. Ou seja: o mercado de buscas é totalmente controlado por eles. O Google está sendo investigado por autoridades antitruste nos EUA, Europa, Índia, Coreia do Sul, Argentina e também há algumas reclamações aqui no Brasil. Os produtos do Google são os primeiros a aparecer na lista de resultados. Por que isso é importante? Os dois primeiros resultados pegam 50% do mercado. O mundo inteiro fica com o resto. O povo brasileiro deve se perguntar: nós queremos que nossa cultura seja filtrada e organizada pelo Google?
Você consegue nos dar uma noção da quantidade de informação coletada pelo Google?
Scott Cleland: É difícil até de imaginar, mas deixe eu colocar dessa maneira: toda a informação que já foi criada no mundo, do início dos tempos até o ano 2000, tinha 5 petabytes de tamanho. O Google copia 5 PB de informação a cada dois dias. As pessoas não têm ideia de como essa informação é poderosa.
Qual o próximo grande passo do Google?
Scott Cleland: O próximo grande lance é bem perturbador: o nome é Google Now. Agora que eles têm informações de todo mundo, eles acham que pode ser útil dizer o que você deve fazer. Isso pode ser uma boa ideia para várias situações. Você está aqui e quer uma pizza: onde está a pizzaria mais próxima? Isso poderia ser algo simples e prestativo, mas eles também podem te dizer que emprego você deveria ter, o que você deveria fazer hoje. Isso pode ser muito perturbador quando eles sabem tudo sobre você. Eles podem sugerir :“Sabe, aquele amigo seu está logo ali do lado. Você não quer encontrá-lo?”. O CEO da Google disse que a política deles é chegar em cima da linha do perturbador e não ultrapassá-la. Bem, eles cruzam essa linha – e muito! E se eles resolverem decidir em quem você deveria votar? Ou como você deveria usar o dinheiro da sua aposentadoria? Eles podem dizer para você investir em uma empresa...que tal o Google?
O quão perturbador o Google Now pode ser?
Scott Cleland: Ninguém se dá conta de quanta informação eles têm. O que você faz, quais suas amizades, o que você assiste, o que você lê, onde você estava, para onde você pretende ir. É o tipo de informação que a União Soviética sonhava em ter: quais suas visões políticas, seus amigos. Eles têm mais informações sobre eleitores do que qualquer outro órgão. Se eles quiserem, eles podem vender essas informações e manipular uma eleição. Eles podem não fazer isso, mas têm o poder de fazer: e o poder é algo muito tentador de se usar quando você está sendo investigado pelas autoridades. Faz sentido, não faz?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Droga pode ser a primeira a prevenir Alzheimer.


Neurocientista Kenneth Kosik conta como será a pesquisa de US$ 100 milhões que poderá trazer um tratamento para a doença.


Editora Globo
Crédito: Divulgação

O neurocientista Kenneth Kosik é um dos líderes do tratamento que pode encontrar um remédio efetivo contra o Alzheirmer. O teste de US$ 100 milhões da droga Crenezumab será feito em famílias colombianas com uma raríssima mutação que as leva a ter 100% de chance de desenvolver o mal precocemente, aos 45 anos. Kosik, que pesquisa essas famílias há mais de 20 anos, explica abaixo mais detalhes sobre como serão feitos os testes.

Quando você se envolveu com os pacientes colombianos?
Há mais de 20 anos, no começo da minha carreira. Era professor em Harvard quando um neurocirurgião de Bogotá apareceu em meu laboratório e passamos a desenvolver um projeto conjunto de levar a neurociência na América Latina, com foco na Colômbia. Quando fui para lá, dei uma palestra sobre Alzheimer. Francisco Lopera, que eu não conhecia até o momento, participou da palestra e me contou sobre os casos de uma família que tinha todos os sintomas do Alzheimer, mas já aos 45 anos. Eu percebi que o que ele havia me dito era absolutamente extraordinário e fui imediatamente para Medellin. Naquele momento, o que ele tinha era basicamente alguns pedaços de papel e anotações à mão, com as indicações da doença num número grande de pessoas. Nós percebemos que era algo hereditário, mas não sabíamos qual seria a mutação genética por trás disso.
Como tiveram certeza que se tratava de Alzheimer?
Passamos a década seguinte traçando as características da doença e publicando pesquisas. Um dos membros dessa família que começamos a acompanhar morreu e fizemos uma autópsia de seu cérebro. E confirmamos que isso era um quadro clássico da doença de Alzheimer. Nós terminamos por encontrar a mutação responsável pelas pessoas dessa família pegarem Alzheimer tão precocemente.
De onde partiu a ideia dessa nova pesquisa de US$ 100 milhões financiada pelos Estados Unidos?
Há mais dois anos nós recebemos uma ligação de uma pessoa do Instituto Banner nos EUA, dizendo que eles queriam fazer um teste clínico, algo que eu e o Dr. Lopera estávamos interessados há muito tempo.
Por que não fizeram os testes antes?
Mesmo depois de batermos em muitas portas de companhias na década de 90, elas diziam “não” argumentando que queriam fabricar remédios para pessoas mais velhas que não têm a mutação e não fazer testes nesse tipo de paciente raro. Além disso, naquela época, as pessoas também não queriam ir para a Colômbia porque havia muita confusão por lá.
Essa confusão tinha a ver com o medo do Cartel de Medellin, que fica na região das famílias? O que mudou desde então?
Sim, teve. Mas não foi só isso. A comunidade científica também não estava preparada para considerar um teste pré-sintomático [o teste financiado pelo governo dos EUA será dar remédios a pessoas que ainda não desenvolveram sintomas para ver se é possível prevenir o mal]. O que aconteceu depois foi que a Colômbia se transformou num território mais tranquilo e as pessoas começaram a perceber que se nós pudermos achar a droga que vai tratar ou prevenir o Alzheimer nas pessoas com a mutação, é muito provável que ela também possa funcionar nos grupos com idade mais avançada também.
Como ela poderia funcionar?
Se você trabalha numa farmacêutica nos EUA e quer fazer uma droga para pessoas de idade com Alzheimer, você tem que iniciar o tratamento nos voluntários muito cedo e não dá pra saber depois se aquele grupo de voluntários que você acompanhou durante anos não desenvolveu a doença por conta do remédio testado ou porque não ia ter a enfermidade mesmo. Na Colômbia, sabemos exatamente quem vai pegar a doença e também quando eles vão pegar. Se você testa um jovem e ele tem a mutação, é certo que ele vai desenvolver o mal por volta de 45, 50 anos. Nós temos a possibilidade de começar o tratamento antes e com mais eficácia. No mais, as características do Alzheimer nas pessoas com a mutação são muito parecidas com as das pessoas que não têm a mutação.
Como serão os testes?
Após uma seleção de várias drogas para o teste da qual eu participei foi selecionada a droga da Genentech. Tenho de lhe dizer também que, hoje, eu sou um colaborador da empresa, fui contratado para dar consultoria. Naquela época, friso, não tinha nenhum vínculo nem interesse com eles.
Sobre os testes, eles selecionaram uma droga que é um anticorpo direcionado à proteína amilóide [que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer e é tida como fator responsável pelos sintomas].
O teste foi desenvolvido de forma a termos 3 grupos de 100 pessoas. Um dos grupos será de com a mutação. Como é uma mutação muito forte, esse grupo, inevitavelmente, desenvolveria a doença, não há nada que se possa fazer sobre isso agora. Como essa é uma das poucas esperanças que essas pessoas têm, há muita gente interessada em participar desse tratamento. 
O outro grupo será de 100 pessoas que têm a mutação, mas será um grupo de controle [receberá placebo]. O terceiro grupo não vai ter a mutação e vai receber placebo. A razão para o terceiro grupo é que, até agora, nós não informamos as pessoas testadas se elas têm ou não a mutação. A maior parte das pessoas não quer saber se tem a mutação. Mas, para as poucas que querem saber, no momento, não temos um trabalho extensivo de aconselhamento, o que é muito importante. Especialmente porque a pessoa quando descobre que têm a mutação acaba ficando muito vulnerável e pode desenvolver depressão.
Você chegou a acompanhar o que essa informação pode causar?
Muitos anos atrás, quando descobrimos a mutação pela primeira vez, fui conversar com muitas das pessoas e perguntei a elas se elas queriam saber. Muitos não queriam saber, mas havia um garoto de 24 anos que disse que sim. Perguntei. “Por que você quer saber? Não há nenhum tratamento para isso no momento.” Ele não me disse muita coisa, mas depois disse a uma das enfermeiras que nos ajudava ‘se eu souber que tenho a mutação, eu imediatamente me suicido’.
Ele só tinha 24, estava no meio do caminho, e muito poderia mudar naquele período de tempo. Penso que o risco para saúde mental das pessoas é muito alto neste momento para contarmos. O outro problema é que se você sabe que seu irmão ou irmã tem a mutação, então você tem 50% de chance de desenvolver a doença. Ou seja, mexe também com a cabeça de todos na família.
Há tantas considerações genéticas e éticas que nós decidimos que seria melhor não informar as pessoas sobre a doença e, mantendo um grupo na pesquisa que não tenha a doença, isso faz com que as pessoas não saibam sobre ela. Por isso temos 3 grupos.
Qual a sua expectativa com os testes?
Devemos começar em 2013. Se, por um lado, a esperança é tremenda, nós não temos garantias de que isso vai funcionar. Se não funcionar, tentaremos alguma outra coisa. Estamos muito dedicados a melhorar a vida das pessoas em Antioquia [região da Colômbia onde vivem as famílias], mas precisamos também dosar o entusiasmo que depositamos nisso.