sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Carlos Nascimento critica discussões em torno do BBB e ‘Luiza no Canadá’



O jornalista Carlos Nascimento criticou, durante a abertura do “Jornal do SBT” da última quinta-feira (19), as discussões em torno do suposto estupro no reality show Big Brother Brasil e a repercussão do hit “Luiza no Canadá”. “Ou os problemas brasileiros estão todos resolvidos, ou nos tornamos perfeitos idiotas, não é possível que dois assuntos tão fúteis possam chamar a atenção de um país inteiro”, comentou o âncora.


Ao final do discurso, Nascimento alfineta: “Luiza já voltou do Canadá e nós já fomos mais inteligentes”.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Aberração.




Esse homem é perfeito. Estou completamente frustada. Mas o coll é dele, ele dar a quem quiser.
Eu sempre fui fã desse macho gostoso, mas sempre achei ele meio estranho sabe.
Mas com tanta belesa quem haveria de ficar pensando que uma gostosura dessa é gay.
Pra mim ele é mais uma aberração da natureza. So existem dois sexos: Homem e mulher, o resto é as imperfeições da natureza.
Fico imaginando quantas vezs ovulei olhando o Rick dançar só pra mim. Agora O filho da puta asssume que é gay.
Homem é bom demeis, mas deixa isso só pra gente. Não prova hein, se não você vai gostar também.


Doidilene.

Ricky Martin vai casar com seu namorado na Espanha!



Você leu certo, o cantor Rick Martin vai casar com seu namorado Carlos Gonzáles. Segundo um programa espanhol, Rick Martin vai se naturalizar na Espanha para poder casar com o seu atual namorando, Carlos Gonzáles.
No ano passado, Rick Martin afirmou que não iria fazer tal coisa em uma entrevista ao site Pop Crunch, e que iria esperar que o casamento gay fosse liberado em Porto Rico, seu país natal, porém, o cantor mudou de idéia e irá ter uma cerimônia intíma na Espanha.

O Cantor Rick Martin namora com Carlos Gonzáles há 3 anos e decidiu que irá se casar na Espanha, onde o casamento homossexual já é aceito.

Famoso por ter muitas músicas famosas, como The Best Thing About Me Is You, Rick Martin assumiu ser homossexual no ano passado, que até o momento para todos era um garanhão e tanto. Imagina só a desilusão das fãs do Rick Martin?

Pois não foi bem assim! O cantor ficou mais popular depois que assumiu o homossexualismo. Em seu twitter, Rick Martin até agradeceu o carinho dos fãs por tal feito.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

OSCAR 2011: Nolan puxa a fila de esquecidos.



Desde que o sucesso internacional de "Amnésia" (2000) fez sua carreira decolar, o diretor e roteirista inglês Christopher Nolan repaginou a franquia Batman, em "Batman Begins" (2005) e "O Cavaleiro das Trevas" (2008), e conjugou efeitos de última geração a uma história espiralada em "A Origem" (2010), um dos grandes sucessos da última temporada. De quebra, ainda dirigiu um roteiro alheio (e um excelente trio de atores -- Al Pacino, Robin Williams, Hilary Swank) no lúgubre "Insônia" (2002).

Por esse currículo expressivo, Nolan é um dos principais diretores em atividade na indústria dos Estados Unidos, certo? Para a Academia de Hollywood, a resposta ainda é "mais ou menos". Somados, os cinco filmes acima receberam 19 indicações para o Oscar -- duas para "Amnésia" (uma para Nolan, pelo roteiro original), uma para "Batman Begins", oito para "O Cavaleiro das Trevas" (que levou dois Oscar) e mais oito para "A Origem" (duas para Nolan, pelo roteiro original e como co-produtor).

A nova ausência de Nolan entre os diretores que disputam o Oscar chama a atenção por demonstrar como a Academia, embora rejuvenescida na última década, continua a tratar espetáculos de diversão com algum preconceito. Curiosamente, um dos três indicados pela primeira vez nessa categoria é Darren Aronofsky ("Cisne Negro"), que começou a trabalhar na repaginação de Batman e foi dispensado. Os outros dois, Tom Hooper ("O Discurso do Rei") e David O. Russell ("O Vencedor"), têm carreira bem mais discreta do que a de Nolan.

Não há problema entre os próprios colegas: Nolan já disputou o prêmio do DGA (Directors Guild of America), o sindicato dos diretores, por "Amnésia" e "O Cavaleiro das Trevas", e está novamente na briga por "A Origem" (ocupando vaga que, no Oscar, ficou com os irmãos Coen por "Bravura Indômita"). Se ele vencer, será apenas a sétima vez desde a criação do prêmio do sindicato, em 1948, que o eleito pelo DGA não coincide com o vencedor do Oscar -- a mais recente foi em 2002, quando Rob Marshall ("Chicago") teve a preferência do sindicato e Roman Polanski ("O Pianista"), a da Academia.

Nolan, 40 anos, sabe que o Oscar de direção tem seus caprichos. Steven Spielberg estava com 47 anos quando finalmente levou a estatueta para casa, na quinta indicação, por "A Lista de Schindler" (1993), e 52 anos quando repetiu a dose, por "O Resgate do Soldado Ryan" (1998). Martin Scorsese estava com 64 anos quando se emocionou ao receber afinal o prêmio, na sexta indicação, por "Os Infiltrados" (2006). Alfred Hitchcock, Howard Hawks e Stanley Kubrick, três dos maiores cineastas na história de Hollywood, jamais receberam o Oscar da categoria em que foram mestres incontestáveis.

Por falar em Scorsese, "Ilha do Medo" -- que teve boa recepção de público, em 19º no ranking de bilheteria da temporada -- ficou sem nenhuma indicação. Dos 20 maiores sucessos do ano nos Estados Unidos, apenas três disputam o Oscar em categorias importantes: "Toy Story 3", o número 1, deve faturar o Oscar de longa de animação; "A Origem", o quinto no ranking, e "Bravura Indômita", o 17º, disputam o Oscar de melhor filme.

"Um Lugar Qualquer", de Sofia Coppola, que recebeu o Leão de Ouro em Veneza e deve estrear no Brasil na próxima sexta-feira (28), também passou em branco nas indicações, assim como o francês "Carlos", de Olivier Assayas, que alguns críticos norte-americanos gostariam de ver entre os 10 candidatos a melhor filme, além de apostarem na indicação do venezuelano Édgar Ramírez para o Oscar de melhor ator. Mas, se havia uma "vaga latina" nessa categoria, ela foi ocupada por um vencedor do Oscar, o espanhol Javier Bardem ("Biutiful").

Aliás, as 20 vagas para atores e atrizes são as que costumam criar, inevitavelmente, a maior lista de esquecidos. Neste ano, a imprensa dos Estados Unidos acreditava em indicação para Michael Douglas (por "O Solteirão" ou "Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme"), que enfrenta problemas graves de saúde, quase sempre um apelo ao qual a Academia não resiste. Leonardo DiCaprio ("Ilha do Medo" e "A Origem"), Matt Damon ("Bravura Indômita"), Barbara Hershey ("Orquídea Negra"), Pierce Brosnan ("O Escritor Fantasma"), Robert Duvall ("Get Low"), Vincent Cassel ("Inimigo Público nº 1") e Halle Berry ("Frankie e Alice") também estavam entre os possíveis candidatos que não chegaram à relação final.

sábado, 8 de maio de 2010

Travesti alega ter passado noite com Julio Iglesias.


Ariana Soler, um travesti argentino, afirmou em entrevista a um programa de televisão mexicano ter passado uma noite com Julio Iglesias, após um concerto do lendário cantor espanhol em Buenos Aires. De acordo com Ariana, terá sido o próprio cantor que a convidou a ir com ele para a sua suíte.

"Ele soube bem como me seduzir", comentou o travesti. "Quando entrámos no quarto, ele baixou a intensidade da iluminação, abraçou-me por detrás e começou a tocar-me. Senti que Julio estava a ficar excitado, mas sinceramente penso que ele não se apercebeu de que eu era um travesti", descreveu o argentino.
"Julio perguntou-me o que eu poderia fazer com a boca. E eu disse-lhe que ele poderia despir-se. Mas ele preferiu tirar-me fotografias. Fui posando para ele, mas tive de acalmar um pouco os ânimos para que Julio não descobrisse que eu não era uma mulher de verdade", concluiu Soler, explicando que os dois apenas se acariciaram e beijaram, sem, porém, terem feito sexo.


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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Revista americana tira a roupa de craques da Copa, incluindo os brasileiros Kaká e Pato.


No lugar de modelos, a revista americana "Vanity Fair" escolheu craques do futebol para estrelar a edição de junho, dedicada à Copa do Mundo. Em um ensaio ousado, jogadores de várias seleções posaram em trajes íntimos estampados com as bandeiras de seus respectivos países.

Os brasileiros Kaká e Pato marcaram presença na produção, que também reuniu os jogadores Cristiano Ronaldo (Portugal), Muntari (Gana), Donovan (EUA), Eto'o (Camarões), Drogba (Costa do Marfim), Ballack (Alemanha) e Stankovic (Sérvia).
Mais contido, Kaká foi o único atleta fotografado de calça jeans, enquanto Pato e os outros jogadores não se intimidaram em utilizar somente cuecas patriotas.

A fotógrafa Annie Leibovitz, responsável pelo ensaio, teve que viajar para Madri, Milão, Londres e Brooklin a fim de clicar os astros do futebol em poses despojadas.

No making of da produção, os atletas aparecem em momentos de descontração fazendo bicicletas e autografando bolas de futebol.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

A vida secreta de Robert Pattinson.


Os muitos sites de fãs por essa net fora não se cansam de lhe elogiar as qualidades: que é de excelentes famílias, que toca piano e guitarra como um anjo, que tem um aspecto adoravelmente despenteado... Pois o problema é precisamente esse. Parece que 'adoravelmente' dizemos nós, porque o cinema ainda não tem cheiro (se descontarmos uma pequena incursão no género feita pelo 'aromarama', na América dos anos 50, que nunca passou de uma novidade). Os seus colegas têm outros adjectivos para lhe aplicar.

Estamos em estado de choque. Não há outra maneira de dizer as coisas. Em 'digressão' por vários sites de famosos, mal podíamos acreditar quando nos informam do seguinte: Robert Pattinson cheira mal!

E assim de chofre! sem uma preparação, um aviso prévio, uma bolinha ao canto do ecran, nada. Então é assim: o rapaz cheira tão mal que os seus colegas de ecran mal podiam aguentar as filmagens. Segundo parece, a última vez que terá visto água registou-se quando teve de mergulhar no lago de Hogwarts em 'Harry Potter e o Cálice de Fogo'.

A aversão ao chuveiro (se calhar viu muito Hitchcock em pequenino e ficou traumatizado) é de tal ordem que, segundo muita gente, explica as trombas da sua colega de romance, Kristen Stewart, sempre que têm de aparecer em público muito coladinhos (lembram-se quando ele ia beijá-le e ela de repente virou a cara?) Ainda bem para ela que pelo menos nos filmes Robert Pattinson não a pode beijar! Deve ter dado graças a Deus pela preservação da castidade (pelo menos no écrã).

O cheiro não parece ter afastado a sua colega de 'casting', Nikki Reed (que faz da sua irmã Rosalie), com quem, segundo as más línguas, Robert terá um caso.

A propósito de caso, ao que parece as cenas de sexo com raparigas só fora do ecrã, já que a primeira cena de sexo de Robert Pattinson foi entre homens. No novo filme 'Little Aches', ainda por estrear, representa Salvador Dali, que tem honras de affair movimentado com o poeta Federico Garcia Lorca.

"Foi duro", queixou-se o pobre Robert. "Tinha a sala cheia de electricistas espanhóis aos risinhos".

Bem, antes electricistas espanhóis que lobisomens americanos... E ao que parece, nem os electricistas espanhóis nem o Garcia Lorca se queixaram do cheiro...


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PORQUE SOFREMOS MAIS DO QUE OS HOMENS?


Afinal, para que serve a dor? Sim, porque ela não existe apenas para nos tornar os dias num inferno. "Distinguimos dois tipos de dores: a dor aguda e crónica. A primeira chama-nos a atenção de que algo não está bem no nosso corpo, obriga-nos a procurar cuidados médicos e a evitar as agressões", explica o médico anestesista José Romão, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED). "É um alarme muito útil para a sobrevivência. Quando a dor persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem, ou quando não conseguimos descortinar nenhuma causa para ela, estamos perante dor crónica. Já não é um sinal de alarme mas uma doença. Ainda hoje não sabemos qual a sua utilidade biológica." Existe até uma doença rara e congénita em que os seus portadores sofrem de falta de sensibilidade à dor. E por isso têm uma longevidade curta.

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Agora a Ciência confirma aquilo de que já suspeitávamos há muito tempo: as mulheres sentem mais dor física que os homens, de uma forma mais intensa e por períodos mais prolongados. Caem por terra as acusações de sermos frágeis flores de estufa que não aguentam uma dorzita de cabeça ou uma cólica menstrual. Pior: tantas vezes somos acusadas de inventarmos mal-estares, de os teatralizarmos.





Mulher sofre!...



"Há uma dor no feminino e outra no masculino", diz José Romão. "O género interfere no modo como a dor é sentida. Para isso contribuem causas de ordem anatómica - o homem não tem útero ou menstruação, não engravida -, hormonal e até social, já que ao longo da vida, vamos aprendendo a lidar com a experiência da dor." Mais: o nosso patamar de tolerância à dor também é menor.



As diferenças são de tal maneira acentuadas que levaram a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) a declarar o ano passado (entre Outubro de 2007 e Outubro de 2008) Ano Global de Combate à Dor na Mulher. Os estudos feitos neste campo ainda são recentes mas as evidências científicas são cada vez maiores: se a dor não é unissexo, não será tempo de termos uma intervenção diferenciada no que respeita ao seu alívio?



Como a Natureza é muito generosa connosco, temos o ‘privilégio' de contar com experiências únicas de dor que os homens nunca conhecerão. As dores relacionadas com a menstruação chegam mesmo a incapacitar-nos naqueles primeiros e críticos dias de ciclo. Segundo a IASP, uma em cada cinco adolescentes faltam às aulas devido a dores menstruais fortes - dismenorreia, condição da qual se pensa que sofram entre 40% e 90% das mulheres. Quinze por cento descreve a sua menstruação como sendo extremamente dolorosa, sobretudo adolescentes e jovens adultas.



Depois existe a nossa condição de mães: para além das dores fortes de parto serem sentidas em 95% dos partos, 45% das grávidas queixa-se de dores lombares ou na bacia durante a gestação, segundo dados da IASP. O pós-parto é doloroso para uma em cada quatro novas mães. As dores pélvicas não relacionadas com o ciclo menstrual também são comuns: endometriose, infecções ginecológicas ou síndrome da bexiga irritável. Nos EUA, 15% das mulheres em idade fértil confirmam sofrer deste tipo de problemas, segundo a IASP.





A culpa é das hormonas?



O estrogénio comanda metade das nossas vidas, sobretudo a parte reprodutiva e sexual, bem como todas as doenças e dores daí advindas. "Sabe-se hoje que o estrogénio facilita a experiência da dor", diz-nos José Romão. Alguns investigadores pensam que, pelo facto de ser estimulado pelas dores do ciclo menstrual, todos os meses, o sistema nervoso feminino possa ser mais receptivo à dor. "Parece haver, na mulher, um terreno propício a que a dor se perpetue e coexista em mais do que uma local e com mais de uma causa", confirma José Romão. "Mas há ainda muita coisa para descobrir neste sentido."



Talvez por isso, não seja estranho que muitos dos tipos de dor mais frequentes na mulher se relacionem com órgãos que são comandados pela sua acção. "Entre os tipos de dor crónica mais frequentes na mulher destacam-se as que estão ligadas a cancros ginecológicos - colo do útero, endométrio e mama", aponta José Romão. "Mas há outras patologias não ginecológicas que, sem ainda sabermos porque são mais prevalentes na mulher, como a fibromialgia, as cefaleias (dores de cabeça) e sobretudo a enxaqueca. Há oscilações na prevalência da dor ao longo do ciclo menstrual, mas também ao longo da vida da mulher. A dor pélvica é mais prevalente em jovens do que em mulheres com mais idade. Mas outros tipos de dores aumentam, como as que estão relacionadas com o envelhecimento natural, como é o caso das artroses, por exemplo. O corpo humano não está preparado para viver tanto tempo."





Dor crónica afecta-nos mais



As mulheres são mais atreitas a sentir a dor de forma mais recorrente e permanente. "A definição de dor crónica é polémica mas o que mais ou menos aceite na comunidade científica, é aquela que persiste para além da cura da lesão, entre três e seis meses", explica José Romão. O impacto do mal-estar permanente ou recorrente nas emoções também tem de ser levado em conta: a dor crónica mergulha a doente em estados de stress, ansiedade e depressão quadros que, por si, agravam ainda mais a sensibilidade à dor na mulher, por facilitarem a contracção muscular.



No entanto, a nossa familiaridade com a dor e maior facilidade em exteriorizá-la não nos garante terapias mais adequadas e um maior alívio, como descobriu uma pesquisa do Instituto Karolinska, na Suécia, sobre artrite reumatóide. Mesmo depois começarem a ser medicadas, as mulheres não deixavam de sentir dores fortes, ao contrário do que aconteceu com os homens estudados. "Sabe-se que a resposta aos analgésicos é diferente, entre homens e nas mulheres, bem como os efeitos colaterais deles decorrentes", observa José Romão, da APED. "Há uma resposta menor a estes fármacos por parte das mulheres. Isto significa que, se calhar, é preciso repensar não só as doses administradas, como até os tipos de fármacos usados para nos tratar. Talvez no futuro venhamos a ter fármacos para homens e para mulheres porque a dor não é unisexo."





O papel das emoções



A dor não se sente só na carne; os seus efeitos também interferem connosco a nível psicológico e até social... mas isso não significa que metade do que dizemos sentir seja inventado.



Pesquisas recentes dizem que, se submetermos um homem e uma mulher com o mesmo tipo de dor, a um exame de ressonância magnética, as partes do cérebro reagem a ela de forma diferentes. Nas mulheres os primeiros sinais são enviados para a zona que trata das emoções. Falar da dor é socialmente aceite nas mulheres mas muito menos nos homens. Até a nível cultural há diferenças: uma oriental será sempre muito mais contida na manifestação dos seus mal-estares do que uma ocidental. Até mesmo na Europa, as diferenças se fazem sentir de Norte para Sul, onde somos mais expansivos. "Dizemos que é um fenómeno bio-psicossocial. Há sempre um fundamento físico mas também emocional: é um fenómeno desagradável, que gera em nós sentimentos de aversão, e quando prolongado, pode levar à depressão e ansiedade, situações muito comuns em pessoas como a dor crónica."



Mas nem todos os que deveriam estar preparados para lidar com esta vertente emocional, o estão na verdade. "Mesmo nos serviços de saúde há um clima instituído de desvalorização da dor", observa o presidente da APED. "Este é um factor de que muitas pessoas que sentem dor se queixam, sobretudo as mulheres. Há muito ainda aquela ideia do ‘Coitada... é histérica, está a fazer fita'. É uma ideia presente em alguns profissionais de saúde que tentamos combater diariamente."